ACESEVAL - Pariquera-Açu, Vale do Ribeira

Conheça as atividades desenvolvidas para proteger crianças e adolescentes, melhorar as condições de vida da população de baixa renda e promover a integração social em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, São Paulo. Contato: aceseval@zipmail.com.br

Nome:
Local: Pariquera-Açu, São Paulo - Vale do Ribeira, Brazil

28 março 2007

Nós na Wikipédia!

Não deixe de visitar.
Vamos divulgar o trabalho da Aceseval, para que ela possa crescer e beneficiar cada vez mais pessoas em Pariquera-Açu e em todo o Vale do Ribeira!

Aceseval no portal da Rits!

A Rits é uma respeitada rede de informações sobre o terceiro setor.

Em seu site, na internet, estamos citados assim:

ACESEVAL
Associação Cultural Ecológica Sócio-Econômica do Vale do Ribeira

E-Mail: aceseval@zipmail.com.br

URL: http://aceseval.blogspot.com

Objetivos Gerais:
Estimular a participação cidadã com as seguintes medidas:
  • Promoção de atividades que possibilitem convivência social saudável, orientação e formação a populações carentes da cidade e vizinhanças, especialmente crianças, adolescentes e idosos expostos a riscos, com renda familiar mensal inferior a um salário mínimo por pessoa.
  • Fortalecimento de vínculos familiares e facilitação da identificação de valores que liguem o indivíduo a suas origens e à história da cidade - para favorecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade.
  • Criação, no município, de um ambiente alternativo de lazer e convivência, que possa reduzir os riscos a que estão expostos crianças e adolescentes; além de proporcionar momentos de alegria no convívio comunitário aos que enfrentam muitas dificuldades no dia-a-dia.
  • Mobilização da população como um todo para o trabalho comunitário, de forma a contribuir com a qualidade de vida no Município.
  • Orientação a famílias desestruturadas, pelas mais variadas razões, para que seus filhos possam encontrar ambiente harmônico em seus lares.
  • Abertura de perspectiva para a elevação da auto-estima e da segurança, para que populações excluídas social, econômica e culturalmente, se sintam capazes de elaborar projetos de vida e buscar formas de sobrevivência digna de forma independente.
  • Capacitação de jovens e adultos para a melhoria da vida em suas casas (com alimentação apropriada e a confecção de roupas para as crianças, entre outras); e também para geração de renda.
  • Atendimento a idosos abandonados, muitos dos quais poderiam ter vida normal, mas permanecem grande parte do tempo internados no hospital (onde encontram abrigo e alimentação) ou como dependentes da assistência governamental.

Histórico:

A Associação Cultural Ecológica Sócio-Econômica do Vale do Ribeira (Aceseval) surgiu em 1995, com a constatação da existência, em Pariquera-Açu, de inúmeras crianças desocupadas fora do horário escolar, exploradas no trabalho rural e/ou expostas a riscos. Ofereceu-lhes a alternativa de engajamento em atividades culturais, em grupos de danças típicas dos povos de imigrantes que formaram a cidade.

A iniciativa se expandiu por demanda da comunidade. Coral, grupos de dança e outras atividades têm motivado crianças, adolescentes e jovens, que se apresentam, com freqüência, em municípios vizinhos.

A idade dos atendidos varia de 7 a 80 anos, e a renda familiar média por pessoa é inferior a um salário mínimo. Soma 300 pessoas de ambos os sexos, entre as quais há representantes de comunidades indígenas e quilombolas.

As despesas atuais da Aceseval somam R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) ao mês. A organização é mantida com recursos provenientes de promoção de eventos e doações de membros da comunidade. Obteve registro de Utilidade Pública, junto ao Ministério da Justiça em 24 de abril de 2006.

Tem dois novos projetos pendentes de patrocínio: um abrigo e centro de vivência para idosos abandonados ou sem alternativa de convivência social (cerca de 100 pessoas). Conta com terreno cedido pelo Hospital Regional do Vale do Ribeira, mas carece de meios para iniciar as obras.

Também pretende montar uma orquestra de violinos para menores carentes, e busca doação de instrumentos (15 violinos e 2 contrabaixos). Outras atividades demandam recursos para a remuneração de instrutores: aulas de capoeira, cursos de corte e costura e artesanato; e capacitação de indígenas e quilombolas em gerência de negócios, para a comercialização de seus produtos.

Pessoas:
Jael Simonetti (jael.simonetti@gmail.com)
Rosemarie Schwangart (aceseval@zipmail.com.br)
Endereço:
sede: Dr.Carlos Botelho, 1137 ; Centro ;
Pariquera-Açu ; SP ; Brasil ; CEP: 11930-000;

A Aceseval na Câmara Municipal de Pariquera

INFORMATIVO DA CÂMARA MUNICIPAL
8ª (OITAVA) SESSÃO ORDINÁRIA
12 DE MARÇO DE 2007

O PROJETO DE LEI Nº 271/2007, que “AUTORIZA A CELEBRAÇÃO DE CONVÊNIO COM A ACESEVAL – ASSOCIAÇÃO CULTURAL ECOLÓGICA SÓCIO ECONÔMICA DO VALE DO RIBEIRA”, visando atender o pedido da entidade com a subvenção social no valor de R$ 600,00 mensais, FOI APROVADO EM 2ª DISCUSSÃO E 2ª VOTAÇÃO, e será encaminhado para sanção do Sr. Prefeito Municipal.

ATENÇÃO: o projeto tramita há mais de dois anos! Tanto tempo para decidir a liberação de 600 reais para uma boa causa!

Mas pelo menos agora parece que as coisas começam a caminhar.

Notícias no portal de Pariquera - estamos em ação!


Para pacientes de hemodiálise


Nesse dia 13 de Dezembro um ato de solidariedade emocionou os pacientes da Hemodiálise no Hospital Regional de Pariquera Açu.Onde o Coral da Aceseval voluntariamente apresentou-se cantando musicas natalinas como Noite de Paz e Noite Feliz emocionando não apenas os pacientes que ali se encontravam como também todos os integrantes do próprio Coral.Com esse presente de Natal antecipado, os pacientes agradeceram pelo ato de amor e dedicação para com eles, as lagrimas foram a forma de agradecimento onde emocionou a todos.

No link do portal http://www.pariquera.com.br/noticias_ver.asp?id=USdUSdnXVnXVinlAMs6066OSjnXVBRm0, há fotos do evento.

03 outubro 2006

Associação Cultural Ecológica Sócio-Econômica do Vale do Ribeira - Aceseval

A ACESEVAL é uma Associação Civil sem fins lucrativos, de utilidade pública, que atua no Município de Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, em São Paulo, junto a populações carentes e à comunidade em geral. Seu objetivo é promover a integração, a convivência, valorizar a educação e, agindo preventivamente, melhorar as condições de vida das pessoas.
Saiba um pouco sobre os problemas enfrentados na região onde estamos, e como trabalhamos.
Basta escolher, no índice ao lado, o tema de seu interesse.
Sua atenção e seu apoio serão sempre bem-vindos.

Pariquera está no mapa: em vermelho

Vulnerabilidade

Segundo o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social, que considera pobreza e condições familiares, entre outros indicadores, a média dos paulistas que vivem em situação de enorme fragilidade é de 9,83%. Em Pariquera-Açu, a taxa é de 14,73%.

Fonte: Seade (2000)

Pariquera e o Estado de São Paulo: Desigualdade

As estatísticas mostram que é preciso fazer algo pela cidade
As desigualdades são grandes
E a pobreza, comparada à média paulista, é imensa

São Paulo Pariquera
Domicílios com Renda per Capita até 1/4 do Salário Mínimo 5,16% 9,98%
Domicílios com Renda per Capita até 1/2 do Salário Mínimo 11,19% 24,25%
Renda Domiciliar per Capita (Em salários mínimos) 2,92 1,57

Fonte: Seade (2000)

A gente de Pariquera-Açu em 2005

População 20.004 habitantes
População com Menos de 15 Anos 27,56%
População com Mais de 60 Anos 9,54%
Mães Adolescentes (com menos de 18 anos) 10,37%


Fonte: Fundação Seade

Fale Conosco

Clique aqui! aceseval@zipmail.com.br

Orquestra de cordas - ainda um sonho


Projeto para

  • Crianças e jovens

Descrição:

Musicalização de crianças e adolescentes com o ensino de instrumentos de corda - violinos e violoncelos, que provocam grande interesse entre os jovens.

Objetivos:

Formação de uma orquestra para acompanhamento dos grupos de dança e do coral.

  • Geração de sentimentos de pertencimento a um grupo, de capacidade de realização em uma área considerada complexa.
  • Desta forma, pretende-se promover condições para o desenvolvimento individual da segurança na capacidade de desenvolver habilidades. Também para o amadurecimento com responsabilidade (já que instrumentos requerem cuidados), e a compreensão da importância de disciplina e perseverança para o alcance de objetivos almejados.

Metas atingidas:

Em 2006, a Associação conta com apenas dois violinos e um contrabaixo, úteis para instigar a curiosidade dos jovens. Conta também com um professor voluntário.

O programa prevê a expansão do projeto, com mais instrumentos, para que maior número de crianças possam se beneficiar do aprendizado, e para que o objetivo final, da formação do grupo, possa ser atingido.

Atividades:

Busca de parceiros que possam materializar os recursos necessários à execução do projeto.

Um lugar para a Terceira Idade...a construir


Centro de Vivência
Para idosos carentes

Descrição:

A ACESEVAL pretende criar um ambiente para que cerca de 50 casais com mais de 60 anos de idade, sem residência própria, possam construir seus lares em terreno cedido pelo Hospital do Vale do Ribeira.
Pretende também abrigar, ali, cerca de 20 idosos abandonados, com mais de 80 anos de idade, que dependem do Hospital e dos postos de saúde para receber cuidados, alimentação e medicamentos. Não têm vida social e que não dispõem de qualquer atividade de lazer.

Objetivos:
  • Tornar menos árdua a vida dos idosos que sempre trabalharam no campo e já não têm forças para exercer a atividade profissional a que se habituaram.
  • Criar condições para que desenvolvam novas habilidades, se tornem úteis à comunidade e possam gozar de convívio social salutar.

O projeto está em andamento. O documento de cessão do terreno, anexo ao prédio do hospital, foi aprovado.

No entanto, faltam recursos para a construção de instalações que possam abrigar os idosos que não têm onde viver.

Metas atingidas:

Campanhas para a obtenção do terreno, e pesquisa, junto aos habitantes da cidade, para a detecção da população idosa necessitada de atendimento especial.

Busca-se agora quem patrocine a construção das instalações necessárias. O terreno vem sendo cuidado e mantido com recursos da Aceseval.

Mãos na massa

Trabalhos manuais e renda para jovens, senhoras e comunidades indígenas

Descrição:

Capacitar mães de família para a produção artesanal de alimentos, confecção de roupas, malharia, bordados.
Capacitar moradores de comunidades indígenas e quilombolas a produzir e vender seus objetos artesanais típicos, e assim gerar renda.

Objetivos:

Mobilizar pessoas que se consideram inaptas para o trabalho e a geração de renda, de forma a lhes possibilitar sobrevivência independente de benefícios públicos – com produção de bens para suas famílias ou comercialização.

Metas atingidas:

Em cursos promovidos por voluntários, muitas mulheres já se apresentaram e aprenderam a produzir artigos artesanais, depois vendidos em bazares ou reunidos para a doação a populações mais carentes da cidade - especialmente a grávidas e crianças.
Já houve cursos de costura, bordado, crochê e outros artesanatos, oferecidos à comunidade em geral - período em que há a oportunidade para o conhecimento mútuo, a troca de idéias e experiências.

Comunidades indígenas residentes nos arredores da cidade ganharam um centro de exposição e vendas na avenida principal da cidade, rota de muitos turistas rumo ao litoral.
A ACESEVAL viabilizou a construção de um quiosque na saída do município, no entroncamento das estradas que seguem em direção às cidades de Cananéia e Iguape, para exposição e venda de produtos artesanais indígenas.
Vem orientando a comunidade para que obtenha do espaço o melhor aproveitamento possível. O trabalho, no entanto, demanda tempo, pois os indígenas foram retirados de suas terras de origem, têm dificuldade em se adaptar ao novo ambiente, e não têm o sentido do comerciante, o hábito de cumprir horário no quiosque de venda, e de estabelecer preço para seus produtos. A formação de gerentes e administradores está entre os projetos futuros da Associação.

Canto Coral

Conivência alegre e colaborativa entre jovens e adultos de toda a cidade

Descrição:

O projeto é voltado a adolescentes e adultos. Conta com a participação de pessoas de 15 a 75 anos de idade. Ensaia uma vez por semana, sob a instrução de um maestro voluntário, Ademar Vassão, da cidade de Santos.

Pretende promover a socialização e a convivência das pessoas da cidade, com poucas oportunidades de lazer comunitário. Também pretende estimular o convívio entre pessoas de diversas gerações.Público: Sociedade em geral (crianças, jovens, adultos e idosos)

Objetivos:

  • Promover o convívio e o relacionamento de pessoas de estratos sociais, idades e hábitos diversos -- para a valorização da diversidade, o exercício da cooperação e do sentido de colaboração com o grupo.
  • Estimular a integração da comunidade, cuja população tem crescido muito rapidamente, perdendo suas raízes originais, em que todos conheciam os vizinhos, os professores de seus filhos, os problemas comuns, e trabalhavam pelo bem comum. Como o coral se apresenta uniformizado, faz com que seus participantes, de alguma forma, percebam que suas diferenças são relativas. Além disso, numa organização coral, uma voz sozinha não cria um espetáculo. Dessa forma, o sentimento de grupo é um estímulo para a vida em comunidade.

Metas atingidas:

Em cerca de dez anos de atividade, a participação no coral cresceu de forma visível. Não apenas no número de participantes, mas também na freqüência aos ensaios. Muitas pessoas que não se conheciam formaram amizades, e como a cidade é pequena, tornou-se visível uma atitude mais amistosa e colaborativa entre todos. Alguns conflitos de geração também foram resolvidos com a participação no coral. Pais e filhos se admiram e respeitam no grupo, sem que precisem ser induzidos a isso.

A vitória, assim, é da própria atividade. E do trabalho do maestro, que forma um ambiente agradável, capaz de atrair o interesse das pessoas mesmo em dias frios ou chuvosos.

Os ensaios ocorrem semanalmente. Todos se encontram, têm alguns momentos para a troca de idéias, e o maestro instrui cada grupo de voz em sua tarefa, dentro do conjunto. Grupos pequenos promovem ensaios rápidos, e logo depois o grupo todo se reúne.

Num coral, ninguém pode se sobressair - a qualidade deve ser do grupo, como uma unidade sólida, coesa. Com o tempo, habilidade musical, humildade, espírito colaborativo se desenvolveram, assim como responsabilidade. Desta forma, o coral tem se apresentado em eventos na cidade e em municípios vizinhos.

A manutenção do grupo de canto coral demanda gastos com roupas, transporte, alimentação. Todos colaboram um pouco.

Juventude e Música


Projeto para
Crianças e Adolescentes

Descrição

Proteção e socialização de crianças e adolescentes, especialmente das provenientes de famílias com rendimento inferior a meio salário mínimo por pessoa, em atividades corais, de dança e musicalização, diariamente, inclusive aos sábados, nos horários em que não estão em aula nas escolas.
Atualmente são atendidas 150 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 17 anos, em atividades que se prolongam até as 21 horas.Público: Crianças e adolescentes, especialmente os de menor renda

Objetivos:

Possibilitar a identificação e o resgate das tradições culturais originais das famílias, com a reconstituição de suas danças e canções folclóricas, de forma a permitir a contextualização da criança e do jovem em sua história pessoal e no processo de formação do município.
Proporcionar convivência alegre e saudável a crianças que permanecem sem ocupação ou no trabalho no período em que não estão em aula. Viabilizar a integração social de camadas excluídas da população, por razões sociais, econômicas ou culturais.
Promover a segurança e a auto-estima, com a apresentação de espetáculos ao público da comunidade local e de cidades vizinhas, de forma a abrir perspectivas para que jovens se sintam capazes de construir projetos de futuro.

Metas atingidas:

Em mais de uma década de atividades, o projeto, criado em 1995, tem atendido centenas de crianças e adolescentes, que se tornam visivelmente mais seguros, sociáveis, com facilidade de comunicação e de estabelecimento de novos relacionamentos.
A participação em grupos de dança desenvolve o sentimento de grupo, o respeito pelo outro, o espírito de colaboração, a coordenação motora e a capacidade de localização no espaço.
Crianças com maior dificuldade, ou que ingressam no projeto, são auxiliadas pelas mais experientes.
Como as danças são originárias da terra de seus pais ou avós, a existência do grupo estimula conversas familiares, melhora o relacionamento nas casas, e estimula o espírito de pesquisa, a curiosidade. Os grupos são divididos de acordo com interesse, afinidade com o estilo musical e origem familiar.

O projeto tem início, a cada ano, com a divulgação dos horários dos ensaios em cartazes afixados nas escolas. As crianças buscam o projeto por conta própria. A rotina é mantida e todos demonstram prazer em participar.

A cidade de Pariquera-Açu tem grande diversidade em sua população. Foi formada por poloneses, italianos, alemães, russos, portugueses, africanos das mais diversas origens e indígenas. Os jovens são estimulados a se inscrever naqueles grupos relacionados às suas raízes familiares, mas podem optar por participar de outros, caso prefiram.

No correr das atividades, são promovidas discussões sobre a diversidade, e a riqueza cultural que ela traz ao município - bem como sobre a necessidade de respeito ao outro. Também se trata de temas como a história da cidade, o cuidado com o corpo, noções básicas de higiene.
Cada jovem tem seu traje típico, o que desenvolve o sentido de responsabilidade não apenas na presença aos ensaios, mas também na preservação dos objetos.
Existe a promoção freqüente de eventos em que os grupos de dança se apresentam a públicos diversos, trajados com roupas típicas, o que lhes dá a percepção de terem construído algo concreto, e de serem capazes de ensinar algo a pessoas, muitas vezes, mais velhas.

Objetivos Gerais

Estimular a participação cidadã com as seguintes medidas:

  • Promoção de atividades que possibilitem convivência social saudável, orientação e formação a populações carentes da cidade e vizinhanças, especialmente crianças, adolescentes e idosos expostos a riscos, com renda familiar mensal inferior a um salário mínimo por pessoa.
  • Fortalecimento de vínculos familiares e facilitação da identificação de valores que liguem o indivíduo a suas origens e à história da cidade - para favorecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade.
  • Criação, no município, de um ambiente alternativo de lazer e convivência, que possa reduzir os riscos a que estão expostos crianças e adolescentes; além de proporcionar momentos de alegria no convívio comunitário aos que enfrentam muitas dificuldades no dia-a-dia.
  • Mobilização da população como um todo para o trabalho comunitário, de forma a contribuir com a qualidade de vida no Município.Orientação a famílias desestruturadas, pelas mais variadas razões, para que seus filhos possam encontrar ambiente harmônico em seus lares.
  • Abertura de perspectiva para a elevação da auto-estima e da segurança, para que populações excluídas social, econômica e culturalmente, se sintam capazes de elaborar projetos de vida e buscar formas de sobrevivência digna de forma independente.
  • Capacitação de jovens e adultos para a melhoria da vida em suas casas (com alimentação apropriada e a confecção de roupas para as crianças, entre outras); e também para geração de renda.Atendimento a idosos abandonados, muitos dos quais poderiam ter vida normal, mas permanecem grande parte do tempo internados no hospital (onde encontram abrigo e alimentação) ou como dependentes da assistência governamental.

Histórico:

A Associação Cultural Ecológica Sócio-Econômica do Vale do Ribeira (Aceseval) surgiu em 1995, a partir da constatação da existência, no Município de Pariquera-Açu, localizado no Vale do Ribeira, ao Sul do Estado de São Paulo, de inúmeras crianças que permaneciam desocupadas fora do horário escolar, exploradas no trabalho rural e/ou expostas a riscos.

Um grupo de voluntários, reunidos, decidiu oferecer-lhes a alternativa de engajamento em atividades culturais, em grupos de danças típicas dos povos de imigrantes colonizadores da cidade. Assim nasceu a iniciativa, que depois se expandiu, por demanda da comunidade – especialmente da população de baixa renda, que vive em situação de risco.

Surgiu, então, o projeto coral, com maestro voluntário oriundo da cidade de Santos. Coral, grupos de dança e outras atividades desenvolvidas em grupo têm motivado crianças, adolescentes e jovens, que se apresentam, com freqüência, em eventos realizados em municípios vizinhos.

A população atendida pela Associação tem características diversificadas. A idade, por exemplo, abrange a faixa dos 7 aos 80 anos. A maior parte dos atendidos, entre crianças e adolescentes, tem renda familiar média por pessoa inferior a um salário mínimo. Ao todo, são 300 pessoas, inclusive representantes de comunidades indígenas e quilombolas.

As despesas atuais da Aceseval, com vigia, manutenção das instalações, e contas de luz e água, somam R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) ao mês. Há diversas outras despesas, para a realização de atividades - sem quaisquer subsídios governamentais. Dirigentes, monitores e instrutores são voluntários (cerca de 40) e a organização é mantida com recursos provenientes de eventos promovidos na cidade e com doações de membros da comunidade.

A Aceseval obteve registro de Utilidade Pública, junto ao Ministério da Justiça, em 24 de abril de 2006.

Com sede própria (fruto de doação), realiza, ainda, atividades em ginásios das escolas públicas, em praças, no Centro do Imigrante do Município e no clube da cidade. Tem dois novos projetos, cujo encaminhamento está pendente de apoio: a estruturação de um abrigo e centro de vivência para idosos abandonados ou sem alternativa de convivência social (pouco mais de 100 pessoas). Conta com terreno cedido pelo Hospital Regional do Vale do Ribeira, mas carece de meios para dar início às obras.

Também pretende montar uma orquestra de violinos para menores carentes, e busca doadores de instrumentos (15 violinos e 2 contrabaixos). Outras atividades demandam recursos para a remuneração de instrutores. É o caso de aulas de capoeira, cursos de corte e costura e artesanato, requisitados pela população. Bem como de capacitação de indígenas e quilombolas em gerência de negócios, para a comercialização de seus produtos.

O decreto de cessão de terreno

DECRETO Nº 49.331, DE 03 DE JANEIRO DE 2005

Autoriza a Fazenda do Estado a permitir o uso, a título precário e por prazo indeterminado, em favor da Associação Cultural e Ecológica Sócio Econômica do Vale do Ribeira - ACESEVAL, de imóvel que especifica, localizado no Município de Pariqüera -Açu
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista da manifestação do Conselho do Patrimônio Imobiliário,Decreta:
Artigo 1º - Fica a Fazenda do Estado autorizada a permitir o uso, a título precário e gratuito e por prazo indeterminado, em favor da Associação Cultural e Ecológica Sócio Econômica do Vale do Ribeira - ACESEVAL, sociedade civil sem fins lucrativos, de uma área localizada no final da Avenida Dr. Carlos Botelho, altura do trevo de saída de Pariqüera -Açu, sentido Cananéia -Iguape, em frente ao cemitério local, com 12.365,00m², parte de área maior onde se encontra instalado o Hospital Regional do Vale do Ribeira, com as características constantes do Processo SS-1.609/97.
Parágrafo único - O imóvel destinar -se -á à instalação de um centro de produção, formação e disseminação de cultura.
Artigo 2º - A permissão de uso de que trata o artigo 1º deste decreto, será efetivada por meio de termo a ser lavrado pela unidade competente da Procuradoria Geral do Estado, dele devendo constar as cláusulas e condições impostas pela permitente e que assegurem a efetiva utilização da área para os fins a que se destina.
Artigo 3º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 3 de janeiro de 2005GERALDO ALCKMINArnaldo MadeiraSecretário -Chefe da Casa CivilPublicado na Casa Civil, aos 3 de janeiro de 2005.